terça-feira, 6 de setembro de 2016

oi, sumida

Fazer uma lista de textos que escrevi pela internet é um jeito de fingir que sempre estive por aqui. Inventei na minha cabeça umas demandas que diriam ter a ver com a vida adulta e inventei também que queria começar o mestrado nessa época. Por isso escrevi pouco no blog e fotografei menos ainda. Em mim, parece que a única constante é minha vontade de mudar de linguagens e, quando uma emerge desbancando outras, é mais para me salvar do que para me prender. (Tô com uma mania de ver positivamente meus processos de envelhecimento, mas, se bobear, essa autoconsciência tem sim a ver com a idade e atualmente mais ajuda que atrapalha). Naquela velha tradição de fazer um clipping de mim mesma, trago links de coisas que fiz por aí, pra fingir que não estou tão sumida.


A Capitolina lançou o segundo volume do livro essa semana e, embora minha foto esteja no final do livro, dessa vez só assisti ao processo. Ainda não li, mas folheei a edição de Carol e de novo me apaixonei. Rola um fetiche pelo objeto, não nego. Pra não dizer que fiquei só olhando, nos últimos seis meses escrevi uma ou outra coisa e fiz ensaios visuais pra publicação.

  • O Brasil no cinema gringo: escrevi com a Thaís sobre personagens brasileiros interpretados por atores de outras nacionalidades e como se dá a representação do país em Hollywood.
  • Uma bateria nota mil: bem pertinho do Carnaval, tive a oportunidade de cobrir o ensaio técnico da X-9 Paulistana no sambódromo. O foco foi pras mulheres que tocam na bateria, a Pulsação Nota 1000.
  • Atrás da linha imaginária: outro ensaio fotográfico, agora acompanhando o Tsunami, um time de rúgbi que me ensinou mais ou menos as regras de um esporte em que a bola é achatada e só pode ser lançada pra trás.
  • A celebração da morte: a morte como tabu me interessa muito porque é um assunto com o qual tenho dificuldade de lidar. Acabei caindo em referências muito loucas sobre o assunto, mas decid contar com a entrevista do Saul, meu amigo mexicano, que me contou sobre as celebrações da festa do Dia dos Mortos no seu país. Cheguei a estes lugares na internet: Vamos Falar Sobre o Luto, esta tag do New York Times e este artigo sobre bilhetes suicidas como formas literárias.
  • Quanto custam os megaeventos esportivos?: eu ser doida por eventos como Olimpíadas não elimina a perversidade na forma como eles são impostos às populações locais. Esse texto tinha o intuito de mostrar o que fica por trás das arenas majestosas e dos discursos de vitória e superação pessoais desses megaeventos.
  • Gabinete de curiosidades: o tema do mês era "curiosidade" e eu pensei o que eu colecionaria se tivesse que criar meu próprio "pré-museu"



Conheço Marianna há anos por causa dos nossos blogs pessoais de adolescência. Até que todo mundo cresceu e Mari me convidou para escrever na revista que apresentaria como trabalho de conclusão de curso: a Esquina. Como eu pessoalmente adoro fazer participação em TCCs (como no de Lucas, Stephanie e Vinícius). Meu texto era sobre as esquinas de São Paulo que são mais importantes para mim, mas a publicação está preciosíssima como um todo (tive que ler inteira, morri de orgulho de fazer parte disso).


Eu, Seane e Lucas ficamos tão amigos que de repente estávamos contando fatos das nossas vidas um para os outros comparando com séries de tv e Netflix. As newsletters, esse formato que entrega na sua caixa de e-mail notícias e promoções diárias, estavam enchendo nossas caixas de entrada e nos perguntamos "por que não nos expomos também?". Assim, criamos a newsletter No episódio anterior e fingimos que assistimos compulsivamente a séries para um bem maior: produzir textos meio literários meio biográficos pra uma audiência anônima. Selecionei aqui os meus textos já enviados:


Por fim, escrevi para O Brasil Que Deu Certo sobre o samba e a vontade de dividir a mesa de bar com Elizeth Cardoso e também sobre as grandes derrotas do esporte brasileiro porque colecionar louros é fácil, mas colecionar derrotas memoráveis nos coloca em uma nova perspectiva. O ineditismo desse texto é que os meninos me chamaram para fazer um vídeo sobre o assunto, ocasião rara porque eu me acho péssima em fotos que se mexem e tem o som da minha voz.

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