sábado, 4 de abril de 2015

bodas de glitter



A Capitolina faz um ano. O que dá aquela sensação de "mas já?!" ao mesmo tempo em que nos faz pensar que, na real, estamos juntas há mais do que isso. A primeira publicação é sim de abril de 2014, mas as primeiras ideias e conversas de como seria tudo é mesmo da época em que eu ainda tinha 23 anos. Quando o primeiro vídeo surgiu, eu me perguntava quanto tempo levaria para eu conseguir associar caras a nomes. É muita menina envolvida na revista e ainda não nos conhecemos todas. Talvez nunca nos conheçamos ao vivo. Mas é curioso pensar que um grupo considerável delas sabe de coisas da minha vida que pessoas fisicamente mais próximas não sabem, é curioso pensar que eu sei a série favorita de uma, a cor de roupa que outra mais gosta, que a gente se encontra no metrô sem querer e se abraça e tira foto. Eu suspeito que cada uma de nós tem críticas e elogios a fazer ao projeto; eu, na real, desejo que sim, que a gente não acredite no hype, porque, no fundo, eu enxergo a Capitolina como a sincera percepção de que ninguém sabe 100% o que é ser uma adolescente, ninguém sabe o que é ser uma jovem adulta, ninguém tem respostas simples para nada. E por isso uma rede de pessoas que se aproximam e diferenciam em muitos pontos é a única forma justa para o conteúdo que a revista propõe.






Essas fotos tiramos num encontro meio aleatório que fizemos só por vontade de nos vermos, em outubro do ano passado. Estão só algumas das meninas, de São Paulo. Mas para comemorar o aniversário da Capitô, dias 11 e 12 tem piquenique no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre. :)



O que eu fiz por nos últimos doze meses

Artes
(x) Café com Maco
(x) Mulheres artistas: nem tudo é sofrimento
(x) Nise da Silveira e o Ateliê no Engenho de Dentro

Escola, Vestibular e Profissões
(x) As mulheres que comandam a ciência
(x) Garotas e relatos de guerra
(x) Muito bem, irmã sufragista!
(x) Verão do poder com Virginia, Clarissa, Sally e Rezia
(x) Profissão de homens e profissão de mulheres? Apenas: profissões

Esportes
(x) O impedimento do futebol feminino
(x) Movimento em 8 rodas: roller derby

Fotografia
(x) Quem não sou
(x) Nada é real
(x) Body art: o nascimento de uma tatuagem
(x) Como ser turista na própria cidade
(x) Onde estavam antes que eu estivesse

Texto que eu não soube que categoria seria
(x) Distúrbios do sono 

Um comentário:

  1. Babi, eu acho o trabalho de vocês com a Capitolina tão, tão incrível! É aquele tipo de coisa que leio com gosto, sempre pensando em como teria sido maravilhoso ter uma revista dessas na fase que vi que a Capricho não falava comigo mais e que não tinha nenhum veículo que me entendia. Ano passado fiz uma disciplina de jornalismo de revista e no estudo de similares pelo menos uns quatro grupos usaram a Capitô (pode fazer a íntima?) como referência. Somos fãs!
    long live! ~~~<3

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