segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

queerdrinhos

Não manjo muito da Teoria Queer. Pra dizer a verdade, manjo pouquíssimo, o que é inversamente proporcional ao meu interesse pelo que ela significa. Laerte dia desses fez uma resenha em quadrinhos sobre  um livro que trata do assunto para a Ilustrada da Folha.


Evidentemente, ele é mais didático com o assunto do que eu jamais poderia ser. A idéia é entender como o gênero é formado ao longo do tempo por representações sociais que, em geral, associam o sexo do ser a uma série de comportamentos ideais para cada gênero. Só que a gente vive num mundo em que a realidade é um mol de vezes mais complexa do que os estereótipos são capazes de prever. Romper com esses paradigmas é ao mesmo tempo libertador e angustiante, porque, claro, a norma tá aí, sempre sendo esfregada na cara das pessoas.

Em resposta a uma manifestação (bastante demodé) contra o casamento gay que aconteceu na semana passada na França, Beatriz Preciado escreveu um texto excelente que pontua coisas muito importantes para pensarmos sobre a heteronorma. O texto chama-se "Quem defende a criança queer?" e foi escrito originalmente em francês, mas, para nosso conforto e alegria, foi traduzido para o português pela Fernanda Nogueira (que eu não conheço, mas agradeço!).

 photo quadr_zps927ce509.jpg


Mudando um pouco o foco, mas seguindo os quadrinhos e a teoria queer, comprei um zine que junta essas duas coisas. O Sapatoons Queerdinhos é feito por militantes feministas e tem desenhos e histórias excelentes sobre ser feminista, lésbica e transgênero. No meio do zine, para distrair um pouco (mas não muito), tem uma receita de bolo vegano que eu hei de experimentar hora dessas.

 photo vegan_zps6696280d.jpg

O zine não está disponível na internet. Não há problemas em copiá-lo e no verso é dito que a publicação é em Creative Commons. Se escâner eu tivesse, poderia passar alguma das histórias aqui, mas fotografando página por página enche um tanto o saquim. Quando pedi pra Lina - que é uma das responsáveis pelo Sapatoons - para comprar o zine, ela disse que o preço é R$ 6, porque o plano é vendê-lo pra ir a eventos feministas e divulgá-lo; caso eu quisesse apenas cobrir o custo do que foi gasto, poderia pagar R$ 3.

 photo heteronorma_zpsdcc1da64.jpg

Para quem estiver lendo o post e tiver interesse em falar sobre o zine, o e-mail é sapatoons@riseup.net. É possível combinar compra do zine por esse endereço e, conforme a Lina me contou, o lançamento do segundo volume do Sapatoons está em vias de acontecer. A idéia é que nesse processo role uma chamada para colaborações para quem escrever pro e-mail acima. Vale ressaltar que são colaborações feministas e, preferencialmente, não heterocentradas.

 photo sereia_zps486b9b35.jpg

4 comentários:

  1. Post maravilindo, Babi!
    Não sei porque o amor alheio ainda incomoda as pessoas. Estava pensando nesse assunto ontem, por conta de uas coisas ocorridas recentemente.
    Nada melhor que lutar por uma causa através da arte e do humor.
    Gostei. :)

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  2. Vou atrás do zine porque taí uma coisa que eu gostava quando mais nova e ainda mais quando se fala da minha cultura. :)
    Sem contar que é muito bom ver alguém que é heterosexual estudando algo que, pra ele, não seria tão interessante como o mundo queer e o significado por trás disso. Eu também não conhecia o livro, mas já coloquei na minha lista e muito, muito obrigada mesmo pela dica!

    http://www.paleseptember.com

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  3. Aaaah fiquei feliz que vc gostou daquele profile do tumblr! eu acho lindas as imagens que eles postam por lá e nao sei muito bem se é só o Felipe que posta ou s outras pessoas atualizam.. ^^

    beeeijos e tem fotos analogicas la no blog.. queria q vc visse e desse sua opiniao.. gosto do seu gosto

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  4. Maravilhoso o texto da Beatriz Preciado!!! Obrigada por compartilhar a tradução Babi!

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