segunda-feira, 28 de maio de 2012

ouvindo a música e tirando a média

A única forma que eu descobri até agora de ter uma vida em equilíbrio é vivendo os extremos e depois tirando a média. Não deve ser exatamente isso o que a medicina e a publicidade querem ensinar quando falam de vida em equilíbrio, mas é uma leve discordância metodológica (o fim é alcançado mesmo com a variação do percurso). Nesse processo, só tenho a agradecer ao inventor dos finais-de-semana. Tem aquela frase sobre existirem pessoas que dançam e pessoas que não ouvem a música (do Nietzsche, se pá); sou as duas coisas dependendo unicamente da relação entre as cargas de obrigação e responsabilidade que levo na mochila.

Na semana passada, livre de toda ansiedade que envolve os tais seminários que estava preparando, saí pra dançar. Num dia, tudo o que a indústria cultural produziu de melhor nos últimos anos (melhor pra indústria cultural = dançável + rentável) e, no outro, ritmos nordestinos com nomes bonitos (como cavalo-marinho e coco rural). Todas essas dicotomias (talvez não tão distantes quanto parecem) levam à graça de se viver em uma cidade com crise de identidade (e de viver tendo-as também): poder andar uns poucos quilômetros numa tarde de sábado e se deparar com as pessoas que não ouvem a música, as que ouvem e as que a compõem e executam. Nesse caso, literalmente. Caminhando do Anhangabaú aos Jardins, passeamos pelo centro, encontrando a Marcha das Vadias e chegando ao show da Filarmônica de Pasárgada.




















10 comentários:

  1. Suas fotos estão cada vez mais bonitas e cada vez mais contando histórias por si só ;)

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  2. Adoro o que sinto quando entro aqui.
    É tão narrativa boa daqueles curta-metragens que vemos e gostamos, nos identificamos com a narração e é tão leve. Poderia dizer que você seria uma excelente roteirista, mas você já é.

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  3. Gostei muito do seu blog. Da sua escrita leve e envolvente, do fundo colorido e delicado, e das fotos que falam por si só, combinando perfeitamente com o post.

    Parabéns.

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  4. Babi, as fotos ficaram maravilhosas^^
    Me passaram uma sensação de movimento, sabe?, inclusive a penúltima, por causa das árvores.
    Amei a primeira, a segunda e a primeira das da (!) Marcha.

    :*

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  5. quero passear em sampa.
    e quero renascer inteligente

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  6. quero renascer inteligente
    e conhecer a jan de novo

    passear por sampa é legal
    mas a chapada dos veadeiros é o que há


    bjos Babi
    não há nenhum exagero no que dizemos, escrevemos e pensamos...bjo gde

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  7. Babi, por onde você passa você vai tirando essas fotos, mais do que lindas, fotos com alma!

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  8. A foto dos pombos no viaduto tá sensacional! Amei.

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