sábado, 30 de abril de 2011

como se apaixonar pelo gero camilo

Gero Camilo

Sobre poucas coisas eu poderia escrever com tanta propriedade como quando o assunto é paixão pelo Gero Camilo. Eu já o vi quatro vezes, pessoalmente, na minha vida. Por uma tela de tevê foram outras tantas. Quem curte cinema nacional dos últimos dez anos, deve se lembrar do Paraíba de Cidade de Deus ou do Sem Chance de Carandiru. Gero contracenou com Rodrigo Santoro também em Bicho de Sete Cabeças. Acompanhei-o, na televisão, em Hoje é dia de Maria e em Som & Fúria.

Apesar de eu ver muito filme e muita exposição de arte, vou pouco ao teatro. Desde que tenho esse blog, calculo duas idas; a mais recente delas ontem, para ver A casa amarela, peça escrita e intepretada pelo Gero.

É a terceira vez que o vejo em cena. A paixão veio logo na primeira, numa performance que vi em uma festa junina. É escusado dizer o quanto amo quermesses. O tema daquela, em junho de 2009, era o sertão do cariri. A segunda foi em Aldeotas, também escrita e interpretada por ele. Em todos os seus textos, Gero traz consigo o universal e o particular. Traz com maestria, de forma tão bonita que sequer é possível separar o que é uma coisa do que é outra. O que me chama muito a atenção também é o domínio do corpo que o ator tem. Somos dois seres humanos com menos de 1m60 de altura. Ele, porém, dialoga e se expressa pelo corpo de modo tão fluido que o meu parece uma gaiola. Sua profusão de sentimentos e expressões passam pelas células com tanta facilidade que seu corpo é claramente o meio perfeito para que ele transmita as idéias - belas, geniais - que lhe ocorrem.


Ganho nada recomendando exposição, filme ou peça pras pessoas. Ganho muito assistindo a tudo isso e A casa amarela é uma indicação que faço efusivamente. Afinal, Gero é Van Gogh e Gauguin, no sul da França, baseando suas falas nas cartas que Vincent escrevera para o irmão Théo. Não poderia imaginar motivos melhores.

Pra quem quiser alguns motivos para se apaixonar também:

MySpace do Gero
Os sonetos de Shakespeare
Máscara - Levi
Gero Camilo vira pintor Van Gogh em "A casa amarela"

E de Van Gogh:
Vincent & Théo (a fotografia desse filme é sensacional!)
Cartas a Théo

7 comentários:

  1. Só posso dizer que você tem um poder de convencimento nato.
    Fiquei louca pra ver "A Casa Amarela" :)

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  2. Eu já tinha ouvido falar nessa peça, mas como adoro Van Gogh e acabo sendo extremamente crítica em relação a tudo o que fazem/falam sobre ele nem me animei a ver. Agora com seu post deu vontade, onde ele está se apresentando?

    Adoro esse filme "Vincent e Theo", além da fotografia ser linda mostra a relação entre os irmãos pelo lado do Theo, o que pouca gente faz e de uma maneira menos piegas.

    Beijos!

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  3. Super válidas suas indicações, flor. Se eu morasse por aí, acataria com certeza. Pena que aqui não chega quase nada dessas produções todas. :S


    Beijos

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  4. O Gero se multiplica. Ele dói de um jeito bom.

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  5. Me convenceu, preciso assistir A casa amarela. O Gero é fantástico mesmo, que ator!


    Camila F.

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  6. Muito bacana, obrigada por compartilhar :)

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  7. Saudades, saudades e saudades,é o sentimento em relação ao "Grande"(como eu) Gero. Que tenha muito sucesso e espero poder ve-lo logo na telona.

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