terça-feira, 19 de abril de 2011

ao coelinho (sic) da páscoa



Ontem fui à dentista e ela me disse, baseada em uma radiografia de 2008, que eu terei que extrair dois dentes do siso. Me segurei muito para não rir na cara dela, porque em 2009, um mês depois da tal radiografia, eu extraí não apenas dois, mas sim três sisos. Façam as contas. Ou ela está bem louca ou eu fui escolhida a mutante da semana!



Meu final de semana foi deliciosamente pacato. Não acompanhei o Caio e a Vivian na Virada Cultural e fiquei em casa lendo, virando-me culturalmente na cama com bons sonhos. Aproveitei para desenhar e pintar, andar de bicicleta, visitar meus avós. E ainda parei pra pensar se essa coisa de 24 horas de cultura nas ruas do centro faz realmente sentido, ou se não seria mais agradável que a secretaria de cultura usasse essa verba de modo mais descentralizado temporal e espacialmente. Sem dizer que vou passar quatro dias fazendo trabalho de campo em procissões essa semana; já tenho minha dose de multidões garantida.

Hoje aproveitei meu tempo livre e fui ver a exposição do Escher no Centro Cultural Banco do Brasil. Vivenciei o centro da cidade do dia-a-dia, olhando os prédios, as pessoas em seus expedientes, a comida chinesa com cara de que estava ali fazia três dias... A exposição está muito bem organizada. Não conta apenas com as gravuras do artista, mas também com reproduções em grande escala e jogos de espelhos.



Porém, o principal objetivo desse post é trazer a público um artefato encontrado em buscas arqueológicas na gaveta do criado-mudo da minha mãe:


Porque aos nove anos de idade deve fazer muito mais sentido ganhar um videogame do que ovo de chocolate, principalmente em períodos de crise.

11 comentários:

  1. Essa cartinha ao Coelho é tão Enriqueta... :)

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  2. se o coelinho (sic) da páscoa fosse o Escher, imagina que ovos MANEIROS ele faria!!!

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  3. hahahahahahaha adorei a cartinha! sabia que eu concordo com vc sobre essa coisa da virada cultural? nunca fui, mas pelo o que eu ouvi falar os show são curtos demais e vc acaba perdendo os shows que acontecem na mesma hora que vc está assistindo a um. é sacanagem... e além do mais esse povaréu todo na rua dá fobia!
    menina, então vc tá indo pra ouro preto pra ver as procissões e os carpetes de serragem? é muito bonito, tenho certeza que vai tirar fotos maravilhosas! boa viagem!

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  4. Haha, adorei a cartinha ao coelhinho da pascoa.

    E concordo com você que a verba gasta na virada cultural deveria ser descentralizada temporal e espacialmente.

    Acho bacana trazer cultura para o centro de Sp, uma região mais frequentada porquem trabalha e não para adquirir cultura. mas tudo em um unico dia? É demais, néam.

    Beijos Babi

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  5. Escher é demais
    fiz fotos legais da jan naquela casa doida...ainda vou subir
    agora que a expo foi pra sampa

    não sei se a virada esgotou ou não
    mas uns caras tocando beatles 24 horas seguidas não me parece muito cultural...

    Vi na tv a opera que rolou ali no centro e achei maravilhoso com os malabaristas e os bonecos.

    Menina mutante vai rezar nas procissões?
    Inveja boa...se vier aleluiar no rio, te levamos pra rezar na festa do santo guerreiro.

    Salve Jorge.

    bjo
    abs no Caio

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  6. HAHAHA, adoro (re)ver essas cartas/recados de criança, seja lá de quem for, é sempre muito bom.

    Quero muito ver o Escher, eu adoro o cara!

    Quanto à Virada, eu concordo em partes e discordo em outras. Acho sim que devia haver mais eventos descentralizados temporal e espacialmente, mas acho também que a proposta da Virada é única.
    É bonito ver o centro da cidade ocupado, vários palcos, várias tribos, só gente na rua. Para quem só tem dois dias livres no ano, que sejam esses dois, então. E nada melhor do que os (des)encontros que a ocasião proporciona, os velhos e novos amigos que encontramos sem querer, as boas histórias.
    Eu não troco a virada por nada, é o evento que mais gosto, mesmo que seja - muito - difícil escolher entre uma ou outra aprsentação.

    Ah, e eu acho sim que um palco só de Beatles é cultura, por incrível que pareça. Para quem deu uma passadinha lá e viu a mistura de gerações, classes, estilos, todos curtindo o mesmo som, durante um dia, foi uma experiência incrível.

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  7. Sobre a ideia da Virada Cultural, também concordo e discordo em alguns pontos. Já acontecem vários eventos culturais em São Paulo e estes, não conseguem reunir tantas pessoas de classes, culturas e interesses tão variados quanto na Virada. Realmente, a Virada traz a ideia de uma oportunidade única, de uma overdose de cultura: cinema, música e teatro, tudo reunido em apenas 24 horas. É realmente maravilhoso.

    beijos!

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  8. Quem sabe não podia vir de brinde, hein? Um ovo de avestruz. De chocolate.

    Nada mau, nada mau.

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  9. Xará, adorei a cartinha! Fechou o post da melhor maneira possível.

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  10. Babi,
    no seu texto sempre me surpreendem a maturidade, a fluidez da palavra e uma certa dose de um humor cáustico e peculiar.
    vc tem frases que, a meu ver, são antológicas, como essa
    "já tenho minha dose de multidões garantida".
    confesso que agonizei de inveja de quem foi "procissar", com ou sem fé, na semana santa; a única coisa que me consola é que a cavalhada de pirenópilis nos aguarda em junho e, quem sabe, terei eu tbm minha dose de multidão e emoção.
    como vc sabe, não somos católicos, mas a manifestação de fé do nosso povo muitíssimo nos interessa.
    ah sim, quando eu crescer, ou reencarnar, quero ser igual a vc.
    :o)

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  11. mwauewuahea Gente, que máximo essa cartinha!

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