sábado, 12 de fevereiro de 2011

I am not me, the horse is not mine

Hoje fui ao Centro Cultural da Recoleta e vi três exposições de artes visuais. Às vezes sinto-me tropeçando em museus. Ando um pouco, acho um, entro se me interesso, me encanto (ou não) e sigo adiante. Não demora muito para achar outros. Não são todos que me interessam, e isso é essencial. Ver museu por ver não faz sentido; torna-se a obrigação de ver a Monalisa no Louvre com mais 28340 pessoas se amontoando em torno dela. Aí hoje no CCR me dei conta de que detesto cada vez mais o esquema da Bienal de Arte de São Paulo. Daquele pavilhão gigantesco com milhões de linguagens e discursos diferentes enquadrados num mesmo tema amplo e cheio de pessoas que precisam ver a Bienal porque é Bienal. Pensei em contar desse meu incômodo quando a visitei, mas não tive muita paciência nem para criticar. Acho que rola uma artificialidade tremenda nesse jeito de se expor arte, com um máster evento a cada dois anos cheio de polêmicas que sensacionalizam o espetáculo. Me cansa muito, me encanta pouco.

(o título do post é uma frase que eu sempre lembro de uma exposição que vi, do sul-africano William Kentridge)

3 comentários:

  1. quer dizer, arte é sempre artificial, mas não precisa exagerar.

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  2. O sensaciolismo está na mídia, na verdade.

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  3. os artistas (e organizadores) não conhecem a lógica da propaganda e do sensacionalismo.

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