terça-feira, 23 de novembro de 2010

Paulo McCartney & Os Asas



Passada a dança com o Mika, novembro ainda reservava um grande evento da música para mim. O show do Paul McCartney em São Paulo. Se a minha admiração pelo primeiro começou em 2007, pelo Paul vem de antes, bem antes. E é fantástico ver como ele une em torno de sua música as mais variadas faixas etárias! Aos 14 anos, quando ganhei o Revolver e o Help! da minha mãe, imaginava que jamais o veria ao vivo, que jamais estaria a poucos metros do meu bítou favorito e pensava: "boua, nasci na época errada". Eu achava que era mais um dos privilégios que minha mãe teve em termos de música e que eu nunca teria; o outro foi ter visto o Queen no Morumbi em 1981.

Conseguir os ingressos foi um processo extremamente conturbado, envolvendo F5, choro, adrenalina, clientes bradesco e agradecimentos eternos ao David e ao Augusto (além da Stephanie, óbvio). Mas no dia 22 de novembro eu finalmente estava lá. Eu vi um Beatle (ou, como disse minha avó no telefone, um bitli)!

O bom humor tomou conta do show durante suas três horas (que pareceram ter voado). Se o Paul não fosse um músico excelente, poderia montar uma escola de stand up comedy, em que poderia investir piadas poliglotas. Sua desenvoltura com o português - ainda que estivesse lendo - foi uma diversão à parte. O mais importante, claro!, foram as músicas, a qualidade técnica, a beleza do espetáculo. A entrega da platéia era enorme, afinal, eu não era a única ali vendo um artista - aquele artista! - com seus 50 anos de carreira.

O show começou com Magical Mystery Tour, o que me levou ao delírio logo na primeira música. Esse era um dos álbuns que eu mais ouvia na adolescência, por causa da segunda música, The fool on the hill, que eu considerava ser praticamente minha biografia naquela época. Apesar de achar Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band um álbum muito mais completo, com uma história por trás, a da banda imaginária de um tal Sargento Pimenta, Magical Mystery Tour tem a psicodelia de que qualquer amante dos anos sessenta não consegue viver sem.

O Morumbi já tinha sido palco de outro momento memorável na minha vida: a de ver um gol do Rogério Ceni in loco. Aquele jogo contra a Ponte Preta em 2006 não teve muitos outros grandes lances e terminou com o xoxo empate de 1 a 1. Mas deu ao São Paulo mais um pontinho no campeonato brasileiro e permitiu que o capitão do time, o mesmo Ceni daquela cobrança de pênalti, levantasse o título daquele ano. Agora, o Morumbi ganha um espaço maior nas minhas lembranças: foi lá que vi o clássico dos clássicos, foi ali que aprendi a voar into the light of the dark black night e que depois de tanta chuva consegui ver a lua no céu e, ao lado do Caio, da Paulinha e do Diego, ver no palco um dos maiores ídolos da minha vida!

Considerações finais:
1) se alguém te perguntar "tá de boa na lagoa", responda "tudo bem in the rain!", como o Paul bem disse na segunda-feira;
2) claro que as fotos estão ruins: quando eu não estava tremendo de emoção, era a arquibancada que balançava. O milagre em forma de foto é uma do palco + fogos de artifício em Live and let it die;
3) Beijo de novo pro Poladroid.









5 comentários:

  1. AAAAWWWWW!

    Me sinto feliz por ter feito parte da sua felicidade!
    E tenho certeza que o David também <3

    As fotos estão lindas, você é uma fotógrafa de mão cheia (haha) e... gente, não sei o que dizer.
    Sei o que você sente, que é tipo o que eu sinto, e isso basta, né :)

    Beijos Bá!

    Ps: I get by with a little help from my friends <3

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  2. Eu ainda não consegui dizer nada ou escrever nada em relação ao show.. Ainda não estou acreditando que estive lá ouvindo ele cantar ao vivo as musicas que conheço 'desde sempre'.. é muito demais!! Adorei seu texto!! Queria ter ouvido Magical Mistery Tour e queria q ele nao tivesse caído. Foi lindo demais estar lá! :D

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  3. Ainda to criando a coragem pra sentar em frente ao computador e escrever sobre esse dia. Porque momentos mágicos assim não podem passar batido. Não sei nem o que dizer, Babi.... compartilho com você desse sonho realizado, da certeza de que sim, eu estava ali e estava ouvindo sir Paul. Chorei, gritei e fiquei em silêncio várias vezes, demonstrando de maneiras diferentes um amor que também vi nos seus olhos. Obrigada a você, ao Diego e ao Caio que estiveram ao meu lado nesse dia. Tudo se tornou ainda mais perfeito graças a vocês. Beijos, Paulinha

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  4. que vontade de chorar... queria ter ido...
    bjooo

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  5. eu pirei nesse show, e você sabe, todos sabemos, sim, era necessário, essencial, a vida dependeu de Paul McCartney durante alguns muitos momentos e hoje vejo que o rock esteve aqui, encarnado em um de seus únicos representantes vivos: o homônimo do polvo Paul.

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