sábado, 25 de setembro de 2010

inspiracional: tuli nishimura


Em 2007, comecei aquela que hoje é minha conta no flickr. Não demorou muito para eu conhecer uma galeria que me encantou e me encanta até hoje: a da tuli nishimura. Por algum motivo, em meados daquele ano, ela precisava de um texto sobre si mesma, para colocar em um trabalho da faculdade, e pediu que eu o escrevesse. Com muito prazer, passei alguns minutos sentada em um canto da escola depois da aula para que a minibiografia nascesse. Em 2007 também, pedi a ela para usar algumas da suas imagens para um trabalho da escola.


Não sei muito bem quando foi, mas começamos a trocar cartas e para mim é sempre um desafio responder algo, porque as cartas que recebi dela sempre foram de uma beleza e perfeição gráficas que eu, aos 17 anos e fluente nos desenhos de homem-palito, me desafiava a fazer algo bonito também para a destinatária das minhas cartas.

Achei a tal da minibiografia que escrevi em 2007, e acho que copiar e colar aqui explica o porquê de eu ter querido fazer um post com fotos dela.

Quatro letras e cores infinitas. Cores, cujos nomes nem mesmo sabemos, presentes num substantivo próprio único: Tuli.

Nascida no inverno de 1989, gostaria de ter nascido na primavera, por parecer tal estação mais poética. No entanto, Tuli consegue fugir das cores frias características do inverno desde criança e fugir dos clichês do advento da fotografia.

Se hoje em dia imaginamos que a infância de nossos pais era em preto-e-branco como os retratos remanescentes em caixas amareladas, a infância dessa garota é repleta de formas e artes, retrato de sua fase atual. Já acreditavam os autores deterministas do século XIX que o meio cria o homem. Foi no ateliê caseiro de sua mãe que Tuli teve seu primeiro contato com aquela que mais tarde seria sua matéria-prima: o carinho com as coisas simples da vida, transformando-as em arte sofisticada.
Apesar da tecnologia que envolve a fotografia contemporânea, ela possui o dom de fazer com que cada foco, cada iluminação, cada objeto adquira um valor único, praticamente artesanal.

Falar que suas fotografias têm formas harmônicas e definição altíssima restringiria seu trabalho a condições técnicas, quando, na verdade, o que mais atrai em sua arte é a paixão, a dedicação e a sensibilidade que Tuli devota a suas impressões visuais.

(a única coisa da qual discordo nesse texto é que hoje em dia as fotos p&b têm a mesma graça e o mesmo destaque das coloridas de 3 anos atrás)





(links das fotos: x . x . x . x . x . x . x . x )

5 comentários:

  1. Um dia eu espero poder bater fotos tão bonitas quanto você e a Tuli. E essa da gota de leite, em especial, me encantou... sou meio fascinada por esse história de sincronismo de fotos com momentos perfeitos.
    Lindo texto, Babi, e concordo com você sobre fotos P&B e coloridas: todas têm seu charme :)
    Beijinhos, Paulinha.

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  2. Eu sempre quis ter uma conta no Flickr... mas uma conta bacana mesmo, sabe?

    Preciso muito de uma boa câmera.

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  3. que bacana o trabalho da tuli, hein? mas o que me impressionou foi a minibiografia que vc escreveu aos 17 anos. menina prodígio!

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  4. fluente nos desenhos de homem-palito #euri

    lindas as fotos *___*

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  5. mas babi! hahaha sempre estive certa ao pensar que você é uma menina muito fofa! que honra oh! :)
    repito o que a carina disse, menina prodígio!
    aliás, lembrei que tem um envelope pra vc na minha mesinha, juntando pó faz tempo! até me animei pra colocar ele no correio logo, haha.
    mas eu nem merecia ter um espaço aqui no seu blog super legal! XD

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