terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma semana de bondade

O fato é que as férias foram ótimas a ponto de tornar a volta à rotina algo orgânico. Estou descansada e até entusiasmada; é como se a rotina fosse o passo seguinte e não uma rígida ruptura naquilo que foi bom.


Fiz muitas coisas durante os vinte dias em que as férias do trabalho coincidiram com as da faculdade e, de todas essas coisas, só registrei duas no blog: o filme "Um homem de moral" e a viagem pra Minas Gerais. E fiquei muito em dúvida em como escrever todas as outras coisas boas que fiz; não sabia se punha em tópicos, se separava por tipo (filmes, livros, festivais, amigos) ou se guardava tudo pra mim. No fundo, acho que escrever em blog é quase guardar tudo para mim.


Resolvi, por ora, falar de uma coisa de cada vez. Assim, sobra-me mais assunto, e me sinto mais à vontade para escrever bastante sobre um ou outro acontecimento.


Max Ernst: une semaine de bonte

A exposição de colagens do artista Max Ernst no MASP aconteceu entre 23 de abril a 25 de julho de 2010. Eu estou na lista de mailing do museu e às vezes recebo convites de eventos, sobretudo quando há alguma palestra a respeito de um artista em exposição. Pouco antes da abertura de Max Ernst: uma semana de bondade, recebi um e-mail falando sobre a exposição e sua respectiva palestra sobre, e encaminhei para o Caio e para a minha mãe - já que, claro, eu trabalharia e teria aula naquele dia. O Caio respondeu super entusiasmado, dizendo que Ernst é incrível e eu acreditei. Empolguei-me, mas o semestre me engoliu e acabamos não indo. Até que voltamos de Minas Gerais e consegui provar o que o Caio havia me antecipado: trabalho incrível.


As colagens foram feitas em 1933 com gravuras de revistas do século XIX, o que confere a elas uma homogeneidade técnica que nos faz duvidar se são colagens mesmo. Cada composição faz parte de uma narrativa, inspirada nos dias da semana. Em 1934, foram publicadas em livros, que eu desejei com muita força, porque parecem dessas coisas lindas que até dá vontade de comê-las (às vezes tenho uma relação meio patológica com a arte, não se preocupem).


As narrativas são bastante críticas e são enquadradas na vanguarda surrealista. Pessoalmente, posso dizer que essas manifestações do entre-guerras me fascinam e que de todas as vanguardas que floresceram no início do século XX, o surrealismo é aquele que mais me cativa.


Procurei imagens pela internet e achei as seguintes; assim, sozinhas, dizem pouco. Mas dizem algo.



















Para saber mais, tem um texto no site do MASP.

3 comentários:

  1. Aah, o Surrealimo (suspiros).
    Fico feliz de saber que as férias foram rejuvenescedoras pra você também, assim temos ânimo e pique suficiente pra aguentar mais um semestre, né?
    ;)

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  2. As vezes existem coisas que são melhores guardadas com agente do que compartilhadas no blog. Eu pelo menos penso dessa forma.

    Eu nunca tinha ouvido falar deste artista, não sou frequentadora de exposições como na época do colégio, aí está uma coisa que eu não queria que tivesse mudado.

    Eu adorei as imagens, adoro esse estilo humano-macabro, com um quê meio dark e diabólico, adoro de verdade. Elas são imagens que falam por si só.

    Venha contando aos poucos como foram suas férias, assim você pode descorrer melhor em cada post, como vc mesma disse.

    Beijos Babi.

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  3. haha, pelo menos aqui vc não reclama que eu fico comendo os quadros pra olhar o que é colado e o que não é.

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