terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

por fim


O último dia em Curitiba começou com outra mulher me acordando porque, de acordo com os relatos do Caio e do Gui, eu não acordava com eles me chamando de jeito nenhum. Depois do café-da-manhã, fomos novamente pra Praça Tiradentes pegar o ônibus, dessa vez para a Univeridade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).


Chegamos quando não havia nenhum visitante e pudemos aproveitar bastante do silêncio do lugar, de seus patos e seus urubus. Um paredão de pedra dava uma sensação vertiginosa ao olharmos para cima. Tirei fotos de muitas e muitas borboletas, coisa que já tinha acontecido no Jardim Botânico. Para a alegria dos meus colegas aracnofobos, nosso contato com aracnídeos foi mínimo, ainda que o Gui tenha nos apontado uma maiorzinha das oito patas. Para a minha satisfação pessoal, nenhuma lagartixa a vista.

Sentamo-nos no último patamar de uma grande construção de madeira, na qual ficam algumas sala de aula, e tomamos lanche com o bolo de cenoura que a mãe do Gui fez. Conversamos sob um sol imprevisto, suficiente pra me deixar "coradinha". A previsão metereológica falava naquela semana que choveria durante os três dias e três noites em que estivéssemos lá, mas foi exagero. A chuva mesmo só viria mais tarde no último dia.


Saímos da Unilivre e fomos para um shopping para almoçar. Comemos no Subway, única lanchonete que, por algum motivo desconhecido, não ficava na praça de alimentação. Tentamos ir ao Passeio Público, mas ele fecha às segundas-feiras. O problema da viagem que começa no sábado e termina na segunda é que muitas coisas fecham aos domingos e tantas outras às segundas. Fomos ao Largo da Ordem, passeamos pelas redondezas dali até chegarmos à mesquita, verde e com a fachada escrita em árabe, e resolvermos voltar. Chegamos - com alguns momentos em que não sabíamos muito bem onde estávamos - ao calçadão da XV de Novembro com artistas de ruas e intensa movimentação de dia útil no centro comercial.


Paramos num mercado para comprar um bolinho para mim, mas ele parecia devastado pela guerra civil. Muitas prateleiras muito vazias. O Gui comprou um pacote de filetes de banana e voltamos a andar, quando começou a chover e nos abrigamos na escadaria do prédio da reitoria da UFPR. A chuva começou a ficar mais forte e o Caio falou para entramos. Procuramos bebedouros em vários lugares e não achamos. Curitiba não tem lixos nas ruas, nem bebedouros em todos os cantos. Subimos e descemos pelo prédio, chegamos a lugares extremamente escuros e quietos. Nem descemos do elevador, fechamos a porta dele e esperamos o andar inferior. Entramos em uma repartição e saímos dela por uma outra porta. Não sei bem como, mas achamos banheiros e bebedouro. Ficamos sentados olhando para a chuva, esperando que ela se acalmasse. Não demorou muito e seguimos nosso caminho em direção ao albergue.


Arrumei minha mochila, pus tudo em ordem para o check-out. Tomei banho e fiquei esperando as donzelas fazerem o mesmo. Com nossos cupnoodles em mãos, fomos para a cozinha esquentar a água para o jantar. Alguns minutos depois, com a 'refeição' pronta, fomos para a sala de televisão, fazer alguma idéia do que estava acontecendo no mundo. As duas mulheres que estavam lá antes de chegarmos não pararam de falar. Minto: não pararam de falar até começar a novela.

Fizemos check-out, liguei para a minha mãe, que disse que a Regis Bittencourt estava interditada (coisa que o motorista do ônibus parece não ter notado, porque voou loucamente na estrada e em todas as suas curvas), e fomos para a rodoviária. O Gui e o Caio sumiram por alguns minutos e reapareceram com um pedaço de bolo de chocolate para comemorarmos meu aniversário, 20 minutos antes dele começar. O ônibus saiu da rodoviária às 23h51, quando faltavam 9 minutos para os meus 20 anos. Foi uma ótima virada para um novo ano para mim. =)

Considerações finais:
· se você for para Curitiba passear, acostume-se a ouvir todos falando da Linha Turismo, que é um ônibus cuja passagem custa 20 reais e te permite descer em 3 pontos turísticos diferentes. Passamos sem ela, embora tenhamos ouvido diariamente que deveríamos pegá-la;
· um agradecimento especial a Mel que foi super fofa e solícita e mandou suas dicas de passeio para fazermos em Curitiba. Foi pena não ter dado tempo nem de telefonar para agradecer;
· tirei quase 800 fotos, um pouco menos de 4GB. As melhores pretendo colocar no flickr.

5 comentários:

  1. Fê, as bananas endurecidas são depois da UFPR e você não acordava de jeito nenhum com vozes masculinas.

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  2. Essas fotos estão lindas! Pena que não dá pra ver as 800!

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  3. hummmmm... preciso viajar pra dar uma renovada também :D

    parabéns pelo niver, mesmo atrasado :P

    lindas fotos aqui ^^

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  4. Eu sou louca pra conhecer Curitiba! Nem preciso dizer que seu post me deixou toda me coçando! Também quero! D:

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  5. É tão legal a forma que você escreve. Fiquei até imaginando as cenas enquanto lia :)
    Fico feliz em saber que as minhas dicas ajudaram vocês. Quando vocês vierem pra cá de novo, podemos dar um jeito de ir aos outros lugares que vocês não visitaram ainda.
    Ah, obrigada por ter me citado nas considerações finais! Muito gentil da sua parte :)
    :* e espero te conhecer na próxima vez!

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