quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

beirette vsn

beirettefaced


Quando meu tio descobriu que eu costumava sair para fotografar e que tudo relacionado a fotografia me interessava bastante, disse que achava que existiam câmeras velhas na despensa da casa da minha avó. Procurou nas prateleiras e encontrou um saco com uma velha Yashica compacta e uma Beirette. A Yashica nunca funcionou na minha mão, mas a Beirette vsn tornou-se uma paixão.

Ela tinha uma embalagem muito mofada e eu fiquei com medo de que os fungos entrassem na câmera. Revesti a caixa com papel machê, fiz umas colagens e ela tem me servido para guardar algumas pulseiras.

Caio and the others
book fair


A câmera é um absurdo dos ajustes manuais: não tem bateria ou pilha, controla-se a abertura da lente, o tempo de exposição, e, o mais difícil, a distância entre a lente e o objeto. Como a Beirette é uma compacta, não troca a lente e ajustar a distância é feito com uma medição a olho mesmo. Se eu imaginar que o objeto está a 60 cm, ajusto-a a essa distância. Se estiver a 2 metros e colocar a distância errada, o foco fica uma lástima.

Vi na caixa que a Beirette vsn foi fabricada em 1978 e procurei informações no Google. A marca Beirette era produzida na Alemanha oriental entre 1958 e os anos 80, período da Guerra Fria. Imagino que àquela época o Brasil não tivesse relações comerciais oficiais com países do bloco socialista, o que me faz supor que a câmera só chegou às minhas mãos quase 30 anos depois da sua fabricação porque entrou aqui por contrabando.
faces in places
feed the birds


Outros modelos da Beirette aqui: Camerapedia.

7 comentários:

  1. Nossa sensacional! Não só as fotos, como a camera, como o jeito que ela foi parar nas tuas maos! Deve tá sendo muito gostoso essa experiência! E que você fique cada vez mais craque nos ajustes!;D

    ResponderExcluir
  2. menina, esse negócio do foco é complicado, mas parece que vc tá se virando bem, né não? vc precisa me dar umas dicas pra eu saber mexer na holga :)

    ps: eu tava jurando que não ia ver sherlock holmes. gostei do filme pq esperava bem menos, e n é um filme pra ser levado a sério. olha que eu odeeeeio o jude law e o robert downey jr. mas sou fã do guy ritchie - já viu rock n rolla? holmes vale pela fotografia, cenário e figurino.

    ResponderExcluir
  3. Acho que rolava nessa época um comérciozinho sim entre a Alemanha Oriental e o Brasil nos anos 70. Mas não é pra desromantizar a história.

    ResponderExcluir
  4. Que bacana! Adoro câmeras antigas, infelizmente meus pais venderem há bastante tempo uma Yashica que tínhamos...

    Agora vou começar uma coleção de Polaroids, comprei a primeira já, mas não quero tanto pra fotografar, só admirar já é o suficiente, hehe.

    E acho que aprender a fotografar tem muito a ver com ser autodidata mesmo né, tive um ano de fotografia na faculdade, mas só com a câmera na mão e tentativas de erros e acertos é que to aprendendo.

    ResponderExcluir
  5. Caraaaamba! Eu tinha visto aquelas duas primeiras fotos no teu flickr e nem tinha imaginado que tinha sido tirada com câmera assim :O
    É engraçado como, apesar de todo o avanço, as câmeras antigas também tinham uma qualidade surpreeendente.
    Mas deve ser uma loucura se divertir com esse negócio de tudo manual!

    ResponderExcluir