1.8.15

a maioria das pessoas


Eu tinha 13 anos de idade quando minha mãe decidiu que passaríamos os dias depois do Ano Novo em Matutu, um vilarejo na cidade mineira de Aiuruoca. Chegamos no carro 1.0 à pousada, depois de um grande esforço para subir uma dessas serras de Minas Gerais, em que o carro derrapa pela chuva de verão que chegou pouco antes que a gente. O lugar não tinha televisão e eu passei a maior parte do tempo lendo O mundo de Sofia enquanto minha mãe avançava em sua tapeçaria. Em algum momento, chegaram três mulheres, já na casa dos trinta anos, em um carro 4x4 para se hospedar no quarto ao lado e nos chamaram para um passeio pelas cachoeiras no dia seguinte. Descobrimos que havia festa de Reis na casa de um dos moradores do vilarejo e alguns dias depois estávamos nós todas subindo mais uma daquelas serras, dessa vez a pé. A festa era feliz e colorida. Lembro que não conseguia entender se as figuras que brincavam com máscaras pretas me assustavam ou me encantavam, naquele fim de infância em que parece já não fazer mais sentido temer figuras fantásticas encarnadas em corpos humanos. Do alto do morro, víamos a imensidão verde e pessoas comentavam a chegada de uma hidrelétrica por lá. Eu tentava imaginar a água tomando tudo abaixo.


Começou a escurecer e eu pedi para minha mãe para voltarmos à pousada. Ela assentiu e fomos à descida antes que a chuva começasse. O problema é que ela nos alcançou na metade da trilha e eu, apavorada, me perguntava se tudo bem evocar preces a Santa Bárbara, protetora das tempestades, se já naquela época eu não rezava mais. Por via das dúvidas, desci balbuciando e chegamos à área sem árvores a tempo de ver o arco-íris mais completo da minha vida. Depois do encantamento, me dei conta de que pegamos um caminho diferente para descer e, por isso, demos de cara com uma cerca, uma casa, e um cão protegendo-a. Nós duas concordamos e invadimos a propriedade alheia, fazendo reverência pro cachorro que nos observava, e cruzamos até chegarmos ao carro.


Todas essas lembranças me vieram à mente logo depois de assistir ao filme Livre. E faz muito sentido. Eu - e possivelmente outras pessoas - não estou acostumada com narrativas sobre mulheres viajantes. E eu sei que elas - nós? - existem. O filme foi produzido e protagonizado por Reese Whiterspoon e conta a história de Cheryl Strayed em sua jornada, baseado em um livro autobiográfico. Pra mim, Reese Whiterspoon era uma atriz meio xis, vencedora do Oscar por um filme que nunca vi, marcada pela personagem Elle Woods de Legalmente loira, nascida no sul dos Estados Unidos, e criadora de uma loja online inspirada na vida campestre sulista. Meio cansada da ausência de protagonistas femininas marcantes no cinema, Reese produziu em 2014 dois filmes bastante comentados: Livre e Garota exemplar.


Em Livre, há uma personagem que viaja em busca de sabe-se-lá-o-quê e uma relação de mãe e filha que tem visões de mundo diferentes (mas que não reproduzem matriz clássica edipiana - muito menos na sua versão psicanalítica do século XIX). Tem também uma mulher que respira aliviada quando momentos de tensão se diluem e permite que sua audiência saia da paralisia que o medo causa. Sinto ainda que o filme de alguma forma mostra que acreditar que a maioria das pessoas é boa (algo com que eu me acostumei lá em Matutu, andando com a minha mãe por caminhos terrosos) é a única crença que permite à gente encontrar coragem quando sozinha.



PS: O título original do filme é Wild, o que traduziríamos automaticamente como Selvagem em português. O problema é que a idéia de Wilderness em inglês e principalmente nos Estados Unidos é algo muito particular da identidade coletiva (basta pensar em todos os filmes e livros como Na natureza selvagem, Walden, On the road em que a busca por nada em específico com uma ida à natureza é o mote central). Por isso, a palavra "livre" pode dar uma errônea dimensão de valor moral da personagem, em comparação com a resto dos seres humanos que não largaram tudo e foram viajar (o que pode ser um conselho bem tosco; aqui traduzido pro português); a graça é então não entender a protagonista como "mais" livre perante os "menos" livres e sim como alguém que de algum modo se liberta em um processo pessoal que, nesse caso, era uma viagem por um parque nacional.

22.7.15

as maravilhas




 









Ficha técnica


Título original:
Le meraviglie
Ano: 2014
Direção: Alice Rohrwacher

11.7.15

o fora do programa


Eu tenho um costume muito particular de fazer-me perguntas supostamente sem resposta. Foi assim que descobri que gosto mais de dormir do que de comer e que, se eu pudesse, gostaria de ser Beatriz Sarlo. Não lembro exatamente o contexto, só lembro que era um momento difícil da vida, depois de formada e sem trabalho, e que tinha muito tempo para me propor questões e que precisava encarar que a faculdade tinha sido um continuum da escola e não a entrada efetiva na vida adulta. Perguntei-me então quem eu seria se eu pudesse ser qualquer pessoa. Alguns meses depois, em uma entrevista de emprego, perguntaram-me onde eu pensava estar dentro de cinco anos e eu, que tenho uma certa dificuldade em mentir bem, pensei que precisava ser sincera e dizer que não fazia ideia, mas que adoraria estar um pouco mais parecida a Beatriz Sarlo. Sei lá se entenderam o que eu disse, e saí da sala pensando como uma pessoa tão pequena como eu podia viver em tamanha presunção. 

Fato é que antes de fazer intercâmbio para a Argentina, a coluna que Beatriz Sarlo escreve no jornal La Nación, junto com suas análises literárias do modernismo argentino, constituíam a maior parte do meu saber sobre o país. E quando Nina me contou que ela estaria em um evento literário na mesma província em que vivíamos, justamente na cidade em que precisávamos regulamentar nosso visto de permanência, saímos agendando todos os trâmites para coincidir com a palestra dela. Eu a imaginava uma mulher alta e corpulenta, que falasse pesado e de forma direta. Ela, na minha imaginação, era fisicamente forte. Quando a vi na entrada do anfiteatro, não sei bem como, reconheci-a. Mas era uma mulher elegante, com sapatos de salto, e ainda assim mais baixa do que eu. Pensei em como os textos rígidos me davam a impressão de uma mulher grande; mas que mesmo pequena transmitia igualmente força e uma fala contundente (em homenagem a uma professora da Universidad de Rosario).

Então, é isso. Não bastasse eu me propor desafios mentais, criei uma certa fixação por uma crítica literária argentina. E quando soube que ela lançou um livro sobre suas viagens, pensei que queria muito! E depois soube que só existia por lá. E então Pamela me deu o livro de presente quando veio ao Brasil e eu, que não tenho pudores, rabisquei, grifei, anotei no livro todo. A princípio estranhei que o livro de viagem fosse cheio de notas no final, com referências teóricas, poemas. Mas pensei que seria estranho, talvez, que não houvesse essa erudição assim, de passagem, que não pesa no texto, mas que tem relação direta com a vida e a obra de Sarlo.

O livro chegou num momento muito preciso da minha vida, em que os planos de uma grande viagem vinham cheios de dúvidas sobre o porquê de eu sempre me colocar em trânsito. Se busco algo ou se me iludo com a necessidade de buscar algo (que, logo se vê, não sei do que se trata). As viagens que ela descreve vão dos territórios indígenas argentinos à Amazônia brasileira; termina contando sobre a ida às Ilhas Malvinas na época do referendo que determinaria se a população da ilha preferia ser argentina ou britânica. A única coisa que liga essas experiências todas é a ideia de "salto fora do programa", que é a possibilidade de coisas inesperadas acontecerem em viagens e transformarem ideias, romper com expectativas. Num mundo em que as pessoas fazem cada vez mais turismo para frequentar grandes redes de hotéis e pagar caro para evitar imprevistos - como se os imprevistos descambassem em frustrações e como se frustrações tivessem que ser evitadas a qualquer custo, Sarlo me mostrou que o turismo não vai à natureza e sim apenas aos recortes de paisagens (e de repente a gente descobre que já tinha visitado certos lugares, sem nunca ter ido para lá, porque os cenários já compõem uma imagem mental que temos dos espaços). Motivada por algum trecho, rabisquei no fim do livro "Tudo bem ser jovem e crer. Não só ela era jovem e acreditava". Talvez eu seja jovem e acredite em viagens de aprendizagem, na necessidade do encontro com outros. Mas desconfio que já sei - e inclusive isso está na conclusão do livro - que só alguns podem ter a liberdade de mover-se, trata-se, antes de mais nada, de um privilégio (e que ser viajante não é em nada comparável a ser nômade ou migrante).

"El viajero solitario no tiene más remedio que estar siempre en movimiento porque, si se detiene, lo asalta una soledad del extranjero, el deseo fugaz pero insistente de estar en un lugar más familiar. La pulsión de volver a un espacio propio"

21.6.15

quem lê tanta notícia?

Eu sou uma viúva do Google Reader. Muita gente da internet marota também. A gente nunca se adaptou à transformação e depois à extinção dessa rede social, em que seus contatos do Gmail compartilhavam um ou outro texto e você acompanhava discussões pontuais e, muitas vezes, discussão nenhuma, só o texto, só massa crítica ali, pá. E uns blogs pessoais pra gente seguir uma ou outra vida mais interessante que a nossa (ou com narrativas mais bem construídas e fotos com maiores resoluções). Hoje em dia a impressão que dá é que essas blogueiras casaram com seus fotógrafos de look do dia, e eu me tornei uma acumuladora de links (esperando essa modalidade de reality show). Criei um e-mail para conversa comigo mesma com o assunto "coisas que eu tava vendo" e que já chegou a seu limite.

Daí, resolvi não só me livrar de uma pá de coisas que estavam subutilizadas como inclusive achei que precisava dar uma curadoria melhor a textos que gostaria de não perder por ora. Os temas são bem diversos o que talvez mostre uma dificuldade em estabelecer prioridades na minha vida; ou, se quisermos ser otimistas, que tudo é prioritário e minimamente interessante pra mim.


Texto sobre o habitual recurso de desqualificar mulheres em suas argumentações durante discussões ao dizer que estão agindo com a emoção e não com a razão.
"Quero um modelo de discurso em que nós todos nos comportemos como adultos: geralmente calmos, tão racionais quanto for possível, e informados mas não controlados por nossas emoções. Eu gostaria de um modelo de discurso em que emoções estereotipadas femininas são menos estigmatizadas, e emoções estereotipadas masculinas - especialmente as destrutivas - não têm passagem livre."

Sem etiquetas, sem dramas, certo? O ensaio de Jordana Narin publicado pelo The New York Times é o vencedor deste ano no concurso sobre amor moderno que recebe textos de universitários americanos. Sempre evito textos que falem de "gerações", que tentem salvar ou condenar um conjunto de pessoas que tem em comum apenas viver na mesma era. Mas achei curioso como o tema de relações meio sem nomes surgiram esses tempos e o ensaio de Jordana chama essas figuras de o "Jeremy" de cada um de nós.
"Mas não chamar alguém, digamos, de "meu namorado", ele na real se torna outra coisa, algo indefinido. E o que a gente tem se torna intangível. E se é intangível, nunca pode acabar porque oficialmente não há nada para acabar. E se nunca acabar, não há encerramento real, não há oportunidade de seguir em frente."
Vanessa Friedman analisa algumas roupas usadas pela primeira-dama dos Estados Unidos em eventos oficiais. Começa meio incomodada por quão "menininha" a estética adotada aparenta ser, mas acaba com uma reflexão de que tudo bem o poder aparecer dessa forma. Há todo um debate sobre a masculinização do vestuário de mulheres em posição de comando (e embora Michelle não seja a presidente, ela tem um papel importantíssimo nos mandatos do marido), e Friedman propõe que se ache ok as vestimentas de Michelle:
"Como você apaga um estereótipo? Você o confronta, e força outros a confrontar seus próprios preconceitos sobre eles, e então você o domina. E fazendo assim você o desnuda de seu poder."
Miley Cyrus. Nunca dei bola. Mas curto muito as noções amplas de cultura pra deixar pra lá o impacto que a imagem de Miley tem criado. Nada de novo na Disneylândia quando a gente faz uma breve lista mental de quantos artistas-juvenis se rebelaram _ou tipo isso_ e pareceram assumir outras personalidades quando deixaram a casa do Mickey. Mas de uns tempos pra cá, Miley tem tocado em temas interessantes sobre corpo e sexualidade. Com relação à sua não identificação com ser mulher ou homem, o texto fala sobre expectativas postas sobre corpos alheios e - com uma visão que se alinha das teorias queer - alega que não precisamos tentar colocar pessoas dentro de caixas de orientação sexual ou identidade de gênero.
"Infelizmente, nós ainda somos tão rígidos em nosso pensamento sobre papéis desempenhados pelos gêneros que imediatamente associamos pessoas cujas experiências não exatamente se aliam a nossa narrativa-padrão em alguma categoria e as etiqueta como 'outros'. Policia-se o gênero (e especificamente a performance de gênero), e isso é muito nocivo."

Tá rolando esse mês Copa do Mundo no Canadá. A seleção feminina avançou para as oitavas de final onde foi derrotada pela seleção australiana, mas a cobertura é parca, o interesse é mínimo. Mil argumentos aparecem para tentar explicar o porquê, mas o único que me convence não é o de que a qualidade é baixa do futebol (afinal, todo ano a gente acompanha entediantes partidas de campeonatos estaduais e eles não deixam de ser transmitidos duas vezes por semana na televisão) e sim o de que não temos o hábito e o incentivo para acompanhar essas equipes. O texto publicado no The Atlantic é maravilhoso e compara o feminino com o masculino. A começar que tanto Marta quanto Neymar foram comparados várias vezes com Pelé (inclusive pelo próprio). Mas o valor monetário de cada um deles é vergonhosamente desigual. O texto é muito massa porque dá até sugestões, para que o futebol masculino se preocupe com o feminino e que a publicidade alie os ídolos de ambas as modalidades, o que já funcionou nos Estados Unidos. Claro que não basta, mas não atrapalha. E talvez evite que mais jogadoras deixem de jogar para trabalhar em empregos que pagam mais do que um salário mínimo.


(x) O amor acaba
Vídeo de Karina Buhr lendo trecho de poema chamado "O amor acaba" de Paulo Mendes Campos.

(x) Travel Guide for Mama
A diversidade de Nova Iorque pelas lentes de Sumeja Tulic em sua primeira viagem à cidade. O enfoque é o uso de hijab pelas muçulmanas que vivem ali e, através de entrevistas, constrói um guia com dicas e informações gerais.
"Esse guia de viagem é pensado para minha mãe, que começou a usa hijab 25 anos atrás. Onde quer que eu esteja distante de casa, em algum lugar do Ocidente onde o horizonte não está dotado de altas torres de mesquitas, eu penso na minha mãe e em como ela se sentiria onde estou. Eu me encaixo em praticamente qualquer lugar. Me encaixar é uma das minhas missões conscientes na vida. Minha singularidade é sutil; surge através do meu sotaque e do som do meu nome, Sumeja, que significa em língua islâmica "primeira mártir". Ao contrário de mim, minha mãe demonstra seu sistema de crenças expressamente e em geral ela expressa receio em um mundo não acostumado a seu hijab."
Foi um texto que circulou muito nas internets, esse de Oliver Sacks. O neurocientista escreveu sobre o câncer terminal e sua forma de lidar com a doença, como ele enxerga esse fim da vida e o que aprendeu em todos esses anos. Por conta desse texto, acabei chegando a outro, também de sua autoria, que foi publicado em português e que traz um relato sobre suas experiências com substâncias alucinógenas, chamado Estados alterados.
"Não posso fingir que estou sem medo. Mas meu sentimento predominante é de gratidão. Eu amei e fui amado; eu dei muito e recebi muito de volta; eu li e viajei e pensei e escrevi. Eu tive um intercurso com o mundo, o especial intercurso de escritores e leitores."

(x) Habibi funk 
Uma playlist com doze músicas árabes dos anos 1960/70 coletas de vinis do Marrocos, Líbia, Egito, Líbano e Síria.



O DailyMail analisou dados do OkCupid, um site ~de paquera~, e estabeleceu gráficos que expõem preferências etárias de homens e mulheres. O gosto está na dimensão privada da vida, digamos, mas talvez ao demonstrar certos padrões comportamentais possibilitam uma análise um pouco além do que é apenas particular de cada ser humano. Assim, os interesses dos homens por mulheres no site meio que se congela nos anos antes dos 25. O gráfico das mulheres é mais harmônico e tende a acompanhar suas próprias faixas etárias. Considerando a matéria da Vulture que trata de homens em Hollywood em papéis de protagonista que envelhecem na frente das telas e suas parceiras muito pelo contrário, fica ainda mais interessante a conversa.

Nem só sobre toda forma de amor ser válida é que está a conversa. Essa matéria da WIRED apresenta formas de sexualidade e de assexualidade que questiona se sexo é coisa evidente na vida de pessoas jovens e atraentes. Os conceitos envolvidos são novos e a Laura Pires mandou bem na seção "Visibilizar" escrevendo sobre o assunto para a Capitolina. (Por isso nem vou me arriscar a traduzir qualquer um dos termos expressos).

Um texto sobre violência policial no Brasil. Em inglês, infelizmente, mas com a comparação com os casos mais recentes de Baltimore e Ferguson nos Estados Unidos. Dá, na real, desespero na analogia, porque aqui a coisa parece ser ainda pior, porque não só os números são mais alarmantes como a aceitação da situação, a impunidade e a busca por políticas públicas controversas parecem piorar o quadro. Aqui não é Baltimore. É pior.

Na toada da História do Brasil, a notícia traz trechos de relatos de textos de pessoas escravizadas no território da América Portuguesa no século XVIII. Há uma certa mania de se amenizar problemas raciais no Brasil com discurso de apaziguamento e união das três raças. Com esse material, acho que já pode parar.

Especial do UOL com questionamentos interessantes sobre trabalhar menos, ter mais tempo livre, diminuição de jornada de trabalho e relação da tecnologia com a mão-de-obra humana.


(x) "Sexo é estratégia política"
Entrevista com Lovelove6, - Gabriela Masson - criadora da Garota Siririca e uma das desenhistas por trás do zine XXX.

(x) "Tudo o que eu faço é contra o jornalismo"
Entrevista de Eduardo Coutinho a Mariana Simões. Coutinho é uma das figuras do cinema brasileiro que mais me intriga, em aspectos muito variados. Provavelmente será uma figura presente por ainda mundo tempo nos discursos sobre nosso cinema documental. Ao mesmo tempo, me fascina como ele criou um estilo que parece ter que, de algum modo, morrer com ele. Nessa entrevista aspectos muito importantes de sua concepção de documentário e jornalismo aparecem bastante claras e mais me abre questões do que as resolve.

Entrevista com uma das minhas cantoras favoritas. Mas a graça mesmo é o ensaio fotográfico!